quarta-feira, 29 de outubro de 2025

O coração dispara
o metal frio das balas
atravessando o corpo
de um poema impossível

As aveninas das palavras 
paradas em silêncio apavorado
pólvora espalhada 
num intrincado mapa
de espanto e míssel

Recolho as cinzas de
um poema que não foi
regresso à casa
no antes da palavra
adormeço no caos

Sonho com peixes 
escorregadios
de puro susto e terror
o poema um fantasma
que me assombra pela manhã